A minha vida imita a minha arte

Espero que gostem
das nossas imitações
colocadas em palavras
virgulando, reticenciando
Nossos mergulhos
Nessa loucura chamada
Pensamento

Luciana Gaffrée

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Transparente

Poesía de piel de abeja en ciudad sitiada

diáfana escarlata impía sombra

eco palpitante galería de nube

nadie dice intégrate en opaco sangriento

nadie dice lluvia inunda signos súbitos

madera de piedra preciosa

las piezas confusas por donde se oyen pasos

que exploran destino de sol abandonado

jardín irreal masacre de incendio piano encendido

contemplo la semejanza del viento con la bestia perpetua

amar o desatar los vestidos callados

semejanza tiene la mirada interior relata impureza

endometrio rasgado agita barcos con los ojos abiertos

El cuerpo baja despacio para transcurrir el dia dichoso

con enorme tristeza de pueblo mutilado

Voy por las galerías entre reflejos de palabras

transparente

soy una herida abierta sin reposo posible

en un mundo ciego de vida evaporada.



de Laura Inés Martínez Coronel



Sou também uma fonte

sou uma alegoria da Paulo Barros

mil águas jorram de mim, refletindo espelhos bizarros

dourados, prateados, rubis e esmeraldas são a ponte


Atrás dos mistérios de Negromonte

entorpecidos pelos amores mórbidos e amorais

diante dos ritmos carnais de carnavais

estouro em sambaquis de lápis lázuli e aros iluminados de monte


São verde, amarelo e vermelho tinto os canaviais

tinto do sangue que brota de minhas veias ardentes

leitosos e densos e alvos como são os licores dos seringais


Amores, cores rutilantes, espermas sem peias

engolidos pelo meu afã de fonte sedenta de luxo, através de meus dentes

Reencontrados pelos elos luxuosos de folhas de ouro em cadeia.


de Luiz Fernando Gaffrée Thompson.

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