A minha vida imita a minha arte

Espero que gostem
das nossas imitações
colocadas em palavras
virgulando, reticenciando
Nossos mergulhos
Nessa loucura chamada
Pensamento

Luciana Gaffrée

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Metafacebook, de Luiz Fernando Gaffrée Thompson

Intentar conhcer p´ra quê? 
Júlio, Maria, Sulema, 
Leonardo Branco, Leonardo Banco 
Gaffrée, Gaffrée, Gaffré, Gaffré, Gaffré 

São nomes que até me fazem acreditar na ilusão 
Retirar asolidão 
Iterrogar e vigiar 

Até produzo, minha poesia conduzo para além de mim 
Partem para um misterioso fim 
Virtual, canibal, infoperformático 

Mundos paralelos que povoam 
Letras em miríades que voam 
Sentidos org^nicos que se esgarçam 
Nesta maneira esquisita de ser e ter 

Poesia inconclusa, fazenda americana, buraco à distância 
Moços bonitos, senhoras bem postas 
Idéias, rimas, ritos, risos, segundo as circunstâncias 

Amigos de sempre: a Glória Esteve e se foi 
Que forma imagens esmaecidas 
Amigos novos: Brancos, uruguaios ou turcos 
Que já são imagens esmaecidas 

Solidão 

Métafacebook 

Connaître, à quoi bon essayer? 
Julio, Maria, Zullema 
Leonardo Branco, Leonardo Branco 
Gaffrée, Gaffrée, Gaffré, Gaffré, Gaffré 

Ce sont des nom et des prénoms qui me font rêver 
Et corire á illusion 
Retenir la solitude 
Interroger e surveiller 

Des mondes parallèles qui peuplent 
Des lettres en cascades qui s´envolent 
Des sens oraniquesnqui se gâtent 
Dans cette boule bizarre d´irréel 

Poésie indéfinie, ferme à l´américaine, canasta à distiance 
De beux messieurs, des dames comme il faut 
Des idées, des rimes, des rites,des rires 
Selon les circonstances 

Des amis de toujours: la Gloira Qui(m) fut et partit 
Deviennet des images vages 
Des amis nouveaux: blancs, Uruguayens, Turcs 
Que ne sont plus que des images vagues 

Seul 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Memorável Holandês e a Era do Vampiro Dunga

Um ditador, um treinador obsessivo, autoritarista, nao dá autonomia aos seus jogadores, acha que tudo passa por ele, e com isso, ao levarmos o gol, os jogadores perderam o equilibrio emocional, nao pelo jogo, mas por medo a Dunga.

A "ERA DUNGA" existiu e foi chamada assim mesmo, "ERA DUNGA", afundou junto com a "ERA COLLOR" aliás, vieram juntas. Dunga é um ex-jogador complexado e combate a idiossincrasia do futebol brasileiro, ou seja, os Pelés, Garrinchas, Zicos, Ronaldos, etc, porque ele nunca será assim. Logo, nesse time ele só tem "soldados" obedientes.



Ele combate a "memória futbolistica" do Brasil, construída por Pelé, por Garrincha, por Zico, pelos Ronaldos, e por todos os grandes jogadores memoráveis. Ele combate o "memorável".


Dunga se perguntará por que nunca pôde ser amado pela torcida brasileira?  


Ele nunca se perguntará porque a "Era Dunga" não funcionou?


Ele nunca entendeu que a Seleção brasileira, bem como a Seleção argentina, e a Seleção uruguaia,  construiu ao longo de suas vitórias e derrotas, uma memória coletiva, uma assinatura que reflete a nossa idiossincrasia?


Se formos eliminados, espero que finalmente aprendamos a lição que o Maradona nessa Copa dá ao Dunga, que este último é a antítese de Maradona. Pois, diferentemente de Dunga, Maradona ama e honra a historia do futebol. 


Que os Garrinchas, Pelés, Zicos e Ronaldos não tenham vindo em vão ao nosso país e sim, a Holanda jogou com mais paixão e camisa que o Brasil. O  que é realmente memorável, para a Holanda, claro...


de Luciana Gaffrée

terça-feira, 29 de junho de 2010

Tremei



Tremei!


Adoro sinais
de nascença, de maquiagem,
na linguagem

Adoro sinais:
tis, cedilhas, acentos
graves, agudos, tremas

São adendos , complementos,
que adensam a leveza
gráfica e fonética
do idioma de Camões
da luso-América dos Sertões

São como enfeites,
jóias pendentes
que pairam no ar
que protegem e que acusam
Ah! que abusam!

Tornam a língua feminina,
como a alfacinha do Chiado, do Bairro Alto
e da mulata da Mangueira, do Encantado
Sofisticada, fresca, faceira

Assim como os Ronaldos,
Gaúcho, Cristiano, Fenômeno
tanto quanto Amália, Adélia, Marília
mantêm e soerguem a música, pá!
de nosso idioma,
como broches, brincos e um colar

Mas...e o trema?
Roubaram os tremas:
olhos negros,
um par de pingentes
duas pedras de ônix?
Levaram-nos!

Cinqüenta agora é ciquenta
Tranqüilo agora está retesado
A língua desmilingüiu-se num mingau fatal
que trama e clama pela excução do trema
Coitado! já em fase terminal, in extremis,
na fogueira da Inquisição

Ai! ai! ai! que comoção!
Porém...sobrou o til!
Ainda bem,
que caracteriza e nos identifica
como uma língua preciosa
que tem como encanto a vogal nasal
lânguida, sensual.
!

 De Luiz Fernando Gaffrée-Thompson

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Uma atriz falando de futebol, poderá?

Não posso deixar de interpretar a situação desta forma: o Dunga tem complexo de inferioridade, porque na sua época de jogador de Copa do Mundo, pese a que era "funcional", também foi fortemente odiado.
Ele nunca conseguiu ser querido e por isso sofre de perseguição ao universo simbólico do "Brasil estrela", que "chega e acontece", e entao conseguiu finalmente (primeiro nao levando o Ronaldinho, que tem um peso simbolico, dá medo por ser o Ronaldinho, independentemente da copa anterior) sua motivacao psicologica foi: farei de todos os meus jogadores "eficazes e mediocres" como eu sou, tirarei deles a "marca pessoal" e criarei uma "marca coletiva" que é uma pura mentira. 
É a mesma coisa com o teatro, quando um diretor diz que vai eliminar as "marcas pessoais" em prol de uma "marca coletiva" sua intenção mais profunda é: o time sou EU, nao sao os jogadores em seu individualismo e talento natural que ganham um jogo, mas um técnico com "cérebro".
Essa marca é anti-idiossincrasia brasileira, e faz dos jogadores "simples peças" de um técnico complexado. Isso leva a que os proximos times não tenham mais o "medo" que tinham do "Brasil Show" que vinha pra mostrar o que é "jogar", ate´podia nao ganhar a copa, mas conservava esse "universo simbolico" imprescindível e construído ao longo de toda a historia do futebol brasileiro. Diria yo que Dunga tem o mesmo complexo de qualquer "ser que foi pouco admirado e amado".
É uma pena que as pessoas não leiam as entrelinhas e o motivo profundo de Dunga, qem conseguiu pela primeira vez na historia brasileira que vários paulistas se unissem num bar para torcer pela Argentina, e eu que sempre torci pelo Brasil, hoje me vi torcendo por POrtugal.

Por dois motivos:
Portugal deu tudo de si, entrega, paixao e técnica (a que possuem)

Brasil:
Jogou mostrando que a única diferença entre ser "jogador de futebol" ou ser "contador" é que são "profissoes" diferentes.
Ou seja: é um marco talvez irrecuperável para a historia futebolistica do Brasil, transformar a nossa equipe PENTA CAMPEA em algo puramente "eficaz" e "profissional"


O meu alerta que me fez nao me sentir, pela primeira vez na minha vida, identificada com um time canarinho: é que é um desrespeito aos torcedores, de todo o mundo, que vêem o futebol sim como um campeonato, mas principalmente como uma forma de ver grandes times mostrarem a sua ARTE.

Argentina está fazendo isso. Está com Arte e tecnica.

Uruguay nao tem arte, mas tem PAIXAO e Dá o sangue pra ganhar.

Portugal tem um estrela, que quizas nao seja um Ronaldinho, mas acredita que é uma estrela e que pode fazer a diferença. Razao maior para quase ter ganhado o jogo de hoje.

E tantos outros times que estao apaixonados por estarem na copa e que merecem muito ganhar.

O Brasil que eu vi nessas partidas, mostram com total soberba, que lhes é indiferente o processo de disputa, simplesmente jogam como tecnocratas e seu lema é "os fins justificam os meios"

Para um técnico como o Dunga isso é previsivel e compreensível. Só terapia fará esse homem feliz.

Felipão? Eu adoro porque para ele futebol é esporte, ou seja, tensao, dedicação mas principalmente RAÇA, ENTREGA, SUOR e PAIXAO.

By the way, não torço por nacionalismo, torço porque tenho uma afetividade historica brasileira, mas posso me distanciar dela (como disse María Vidal, saber o que é e ser crítico) também tenho uma historia no uruguay e antes de tudo, tenho a distancia necessária para saber que todos os povos deveriam poder ganhar alguma vez, e que para levar o HEXA o Brasil tem que respeitar dez miil vezes mais os seus torcedores e os torcedores do mundo inteiro. Porque agora ele é um referente e deve ser responsável por isto.

Quantas crianças uruguaias nunca viram o seu time campeão? É justo com eles que enquanto o seu time jogue com paixao e raça venha o pedante brasil dizer que esse jogo é apenas uma peça a mais no meu tabuleiro de xadrez?

Talvez nao tive tempo suficiente para elaborar melhor as minhas idéias, mas precisava compartilhá-las com vocês. 

Uma simples atriz,
Luciana

Marina Silva

Marina selva, 

Marina é fluvial
Marina vai salvar
O Rio de Janeiro,
Do Norte e do Sul
O rio Madeira, o Mamoré,
O São Francisco,
Pois Marina é um manancial

Marina é marinha
Vai reenergizar as praias
Dos rios Grandes do Sul e do Norte, de Janeiro
Assim como o mangue Seco
A ilha Bela
O morro de São Paulo
E Mar d´Espanha

Mariana é poetisa 
Vai alcançar Alcobaça
Belo Horizonte e Belo Horizonte
Bela Cintra, toda a Belíndia
A beleza dos pi nherais
Dos seringais
Dos bananais
Dos palpimitais
De todas as capitais

Marina é coerente
É silva, portanto é relva
È marina, é mar, ancoradouro
É poderosa como São Paulo,
Chique como o Leblon
E tribal e também laboral

Esguia como uma catarinense
Cabocla como uma brasilense
Urbana como uma fluminense
Ínida como a manauara
Negra como os quiombolas
Brasileira, bolas!

Mariané mato grosso
É energia, porém não Angra que sangra
Não Sampa que transborda
É recursos oriundos de cursos
De rios caudolosos, tais como:
Português, Matemática, Química, Inglês 

Marina é divina
É Santa Catarina, São Luís, São Paulo
A Santa Madre Igreja, Nosso Senhor do Bonfim,
Evangêica, só Jesus Salva!
É ecumênica, oxalá!:
Aceita os manes dos inhomanis
Os deuses do panteão iorubá

Marina é o Brasil
Marinado na sapiência
De ser simples e ser altaneira
Consciente e diligente,
Progressista e naturalista
No almágama de seu discurso intimista,
Leve, calmo, vivaz e elegante
Brasilianista!

(Autor: Luiz Fernando Gaffrée Thompson)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mi Evangelho Apócrifo (de Luciana Gaffrée)

Soy no-judía
Infelizmente
Soy no-judía

Perdí el árbol
No me habló
El Rabino
Lloré mi
Judaísmo

Lo traigo en mis
Conceptos vagos
En mis memorias
Cristianas
Lo traigo en la palabra
"NO"

Quiero la sinagoga
Quiero el beso
No-traidor

Quiero el Evangelho de Judas
Quiero las palabras de Magdalena
Quiero al torah sin traducciones
Quiero la Verdad Absoluta

Quiero mis origenes
Quiero la paz
Quiero ser
TU

De Luciana Gaffrée



Babalorixá Teresiano

Sou judeu, católico, mussulmano
Sou paulistano, mano,
Sou carioca, merrmão
Vim do Sertão
Tchê, tomo chimarrão

Creio na virgindade de Maria
Na divina alegoria
Nos preceitos de Maomé
Nos ditames do Candomblé
Na preces dos seguidores de Javé

Sou budista, islamista, maoísta,
Taoísta baixista e violista
Pessimista, otimista e incrédulo
Cético, ascético, asséptico,
Pois me banho nas águas de todos os rios,
Sagrados e profanos.

De Luiz Fernando Gaffrée-Thompson



"Yo también quiero ser
quiero ser quien soy.
más allá. a pesar. con y contra. sin y con
ser yo en ti
casi como tú en mí
aunque las voces no me escuchen y me tapen
aunque los gritos no me dejen
aunque las voces no te escuchen y te tapen y te dejen
abandonado
abandonados
del lado que mires
de mi lado o de tu lado
ABANDONADOS"

de Vivian Rabinovich


Si soy en esencia, lo que mi padre ...
planeo para mi y trato al menos;
dentro de mi humanidad ser humano.
Si el hambre ajena me duele ...
y no miro hacia otro lado.
Si al menos, no hago daño cosentido,
por mi supuesta inteligencia ....
y no me entrego como un cordero,
al sacrificio inutil de los intereses.
Si puedo llegar a ser "humano";
honraria a mi padre y a la raza humana.
No me hace falta y sin petulancia leer ...
lo que Dios ha sembrado en mi corazon,
esta en mi y en mi repartirlo a mis semejantes.
Bueno, lo tuyo y es una materia a rendir ...
somos lo que somos y por que? ser ...
lo que nuestra existecialidad, no nos condiciono
a ser.

de Enrique Hector Twaska



"sou mouro e sou cristão
que Alá me proteja
e beijo a cruz de Cristo que levo
sobre o albornoz"

de David Teles Ferreira

Soy no-musulmana
Infelizmente
Soy no-musulmana

Perdí el árbol
No me habló
El Imán
Lloré mi
Islamismo

Lo traigo en mis
Conceptos vagos
En mis memorias
Cristianas
Lo traigo en la palabra
"OJALÁ"

Quiero la Mezquita
Quiero el rezo
No-espurio.

Quiero el Evangelho de Mahoma
Quiero las palabras de Maryam
Quiero el Corán sin traducciones
Quiero la Verdad Absoluta

Quiero mis origenes
Quiero la paz
Quiero ser
ELLOS

De Adela Castro

Soy no-umbandista
Infelizmente
Soy no-umbandista

Perdí el árbol
No me habló
El Orixá
Lloré mi
Umbandismo

Lo traigo en mis
Conceptos vagos
En mis memorias
Africanas
Lo traigo en la palabra
"SARABÁ"

Quiero el Terreiro
Quiero los espíritus
que protegen

Quiero el Evangelho de Ogúm
Quiero las palabras de Yemanjá
Quiero la danza das Maes do santo
Quiero la Verdad Absoluta

Quiero mis origenes
Quiero el goce
Quiero ser
ELLOS

De Adela Castro

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Chez João e Angélica mais Maiconson, Suellen e Elisângela. (de Luiz Fernando Gaffrée Thompson)

Ponho a mesa da sala de jantá
Uma toalha azul e branca de xadrez
Ponho os copo, Gerez
E refresco de maracujá
Maiquinho vai gostá

C´est si mignon tout ça
Ça sent l´élégance, la puissance,
De ce brave peuple,
Aquises dan la patience

Chiii! Esses gringo são de matá
Não entendo nada, só dá pra zoá
Maiquin, Suele, Elisanja vêm jantá
Tua mãe tá chamando
Que a sopa de feijão vai esfriá

Ils ont tout à apprendre
Avec nos mesures d´économie
De ce servir de ce qu´il faut
De ne pas gaspiller, il faut que se nourrir!

Jão traz a farofa, o arroz, o macarrão e o feijão
Que isso menina! Elisanja: não mete a mão!
O qué que os gringo vão pensá de nossa educação?

C´est quand m~eme marrant
Ils on de bonnes manières
Joãô, Angelicá et Maîcõ
Ne parlent pas en mangeant
Ils tiennent le couvert comme des aristocrates!

Pô, acabô, esses gringo são um pé no saco
Lá no táxi é melhor, eles dao gorjeta
Aqui ficam olhando a gente com cara de besta
Vai pra diabo Pitér e Mari Clér
Aceita um café, dois dedo, meu patrão?

Je suis obligé à boire ce truc dégueusse
Que du sucre, merde, alors!
Muita bon, Jon!
Obrrigade, maichch nõ querro maichch!
Qu´ils aillent se faire foutre
Avec leur gaspilllage et leurs couceurs!

Atemanhã Pitér!
Atémanhã Mari Clér!

Autor: Luiz Fernando Gaffrée Thompson

sábado, 19 de junho de 2010

Resposta de uma mulher de Chico (de Luiz Fernando Gaffrée Thompson)

Vem meu nego
Meu sorriso rubro, esgarçado
Te engolirá

Vem meu nego
Que em casa
No morno do conforto
Meu regaço te protegerá

Veja meu nego
Papagaios e araras
Constituem minha veste
Que te perderá

Vá meu nego
Pela estradinha de terra batida,
Que muitos segredos ela tem para contar

Meu nego: seriedade
Pois essa é a realidade!
Ela te salvará

Afasta-te meu nego!
Minha cama está envolta em doces teias
Que podem inebriar!
Não! meu uivo te protegerá!

Meu nego: o azul que vejo
É o sombreado de tua pele
Tua espada pode penetrar
Nas minhas entranhas carmezim
E me ferir de vida,
De vingança contra a morte, Nego!

(Autor: Luiz Fernando Gaffrée Thompson)

Resposta de uma mulher de Chico (Buarque) II

(Entenda-se "chico" com duplo sentido, por favor, como diriam os Cassetas - nome próprio que, aliás, se insere, perfeitamente,no contexto do pema)

Desfalece, nego!
Fica, queima nos céus
Em vez de tiritar de frio
Nos porões dos aviões

Nego, o verão sufoca
A paixão arde,
Enquanto bailam minhas pernas no ar,
Cada vez mais céleres e elegantes,
Coxas protetoras,
O mato e o amor tormam-nos
Solenes...solenes, Nego!
Solenes!...é a criação, Preto!

(Autor: Luiz Fernando Gaffrée Thompson)


Resposta à letra do cantor Charly García, mostrada a seguir:

"Quiero verte la cara
brillando como una esclava negra
sonriendo con ganas, nena.

Lejos, lejos de casa
no tengo nadie que me acompañe a ver la mañana.
Y que me de la inyección a tiempo,
antes que se me pudra el corazón.
Ni calienten estos huesos fríos, nena.

Quiero verte desnuda
el día que desfilen los cuervos
que han sido salvados, nena.

Sobre alguna autopista,
que tenga infinitos carteles
que no digan nada.

Y realmente quiero que te rías
y que digas que es un juego no más.
O me mates este mediodía, nena."
(Fragmento de Eiti leda Charly Garcia)

Sweet Cream

Antes de dormir
Anhelo escribir
Antes de acostarme
Preciso arroparme
Antes de apagarla
Voy a buscarte
Dr. Selby

Dr.Selby
Voy a buscarte
Antes de apagarla
Preciso arroparme
Antes de acostarme
Anhelo escribir
Antes de dormir


Anhelo
Antes
Preciso
Voy
Dr.


De Luciana Gaffrée


Luego de escribir acostar arropar apagar buscar ir
Luego del Dr. Anhelo.. 
Qué hay en el después...
La Nada de Hemingway o el Todo de ti de mi de nosotros
de ellos 
Del Dr. Anhelo esperando más de lo mismo 
el retorno de lo mismo 
el mismo anhelo de ir a lo mismo 
hasta el final...

de Vivian Rabinovich

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Solsoneto


Solsoneto

Soneto gueto amuleto,
Impressões contradições aflições
Soweto, cianureto, Monsueto:
Sabão um pouquinho, roupa um tantão!

Copa, obra que sossobra
Amarelo, lero-lero nacionalista
Retórica de um povo que cobra
Razões para ser ufanista

Gol! esquecimento, desolação
Seleção ruim, filha da puta!
Jogador vencido na disputa.

Gol...Gol! Ópera de titãs
Vencedores salvam a Nação
Da Pátria de Chuteiras...Exaltação!




Solsonnet

Sonnet, ghetto, grigri
Impressions, contradiction, malédiction!
Soweto, cianure, la sueur
Trop de linge, pas assez de savon

Coupe, oeuvre qui sombre
Jaune, boniment nationaliste
Réthorique d´un peuple qui exige
Des raisons pour être chauviniste

But! Oubli, désolation
Merde, cette équipe foutue,
Ces joueurs déjà vaincus

But!...But! Opéra aux géants
Les vainqueurs sauvent la Nation
Et nous, tous en uniforme: exaltation!

(Autor do original em português e da versão francesa:
Luiz Fernando Gaffrée Thompson)


Goles con receta medica

El nieto camina llevando siempre
El amuleto,
Las aflições
Las marias juanas
Y sus pocas visitas

El CTI sossobra
Un guetto sin nacionalidad
Una inclusión retórica
Un sinrazón nada comunicable
No hay testigos
En el CTI

Es el olvida-miento, la desolación
Aquella hija de puta!
Vestida de blanco
En su Ópera patria
Rompe carnes
Opera titán
Exalta goles
Que inyectan
Comas

Salga de ahí mi nieto
Prenda MTV
Juegue wii
Y olvidese
De mi

de Luciana Gaffrée


Nunca mientes cuando olvidas
sólo cuando recuerdas y retuerces mentiras
hasta que se olvIdan todos de tus verdades vencidas
entonces se juega y se rompen las carnes
se ponen patadas se aúlla al desborde
un canto que suena a bruta sordera
bruta ignorante pan y circo y cirqueros
y entre cabaleros y cabuleros
fabuladores y fabuleros
mentirosos y mentiras que se recuerdan retorcidas
todos olvidan
TODOS OLVIDAN

de Vivian Rabinovich

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Gema Genitiva ou "Qualquer Relacionamento entre dois"


Cacau maia
Moeda de troca
Árvore-da-vida
Morta na Bahia

Cacaueira vassoura
Da bruxa latina
Navegadora
Bêbada garota
Negra amarga
Mordida nos
Glúteos recheados
de Avelã

Línguas de gato
Derretem depressões
Suas doses terapêuticas
São grãos
Paralisantes
Em doses letais
Quiçá excitantes

Negra, negrinha
Venha minha pretinha
Seus esporos
Recheados de menta
Descem suaves
De garganta
em garganta

Por sorte
Te prefiro negra
E branca
ou ambas juntas
Sacolejo na boca
Tuas partes salivares
Cuspo as passas

As passas são feias
Cheias de pedúnculos
Enruguecidos
Não conhecem
As cutículas
Afrodizíacas

E a concha madrepérola?

de Luciana Gaffrée


Contraponto antropológico

Alva
Cabelos negros
Requebrada
Latina européia
Cevada de dendê

Branca
Pretas madeixas
Olhos de ameixa
Suingue
Alimentção: feijão

Pelos
Fartos, depilados
Boca carnuda
Símbolos religiosos
Pitéu de farofa

Ópera
Sul de Europa
América do Sul
Sul sôfrego
Bacante de banha

Generosas
As carnes das mamas
Mães na essência
Maduras de tesão
Empapadas de licores

Largas
As ancas felinianas
Promessas de gestação
Convites alcoviteiros
Associações óbivias

Roma de Fellini
Musas de Pantagruel
Símbolos de Botero
Redondas de Jorge Amado
Pesadeleos de Ceauscecu

Cerbères
Cães ladinos latem o nosso latim crioulo
Lá e cá.

(autor: Luiz Fernando Gaffrée Thompson)

asi como eres...
cómo eres?
no te distingo a la luz del día
el sol me ilumina y no veo
si eres oscura clara clara límpida
límpìda sucia
sucia amarillenta
amarillenta o blanquecina
ébano o marfil
marfil o arco iris
cómo eres .....?
muestra... que al fin y al cabo
nadie sabe cómo deberías ser
nadie hay satisfecho si eres oscura clara
límpida sucia amarillenta blanquecina
ébano o marfil o arco iris
muestra hasta que el sol oscurezca
y alguien por fin te vea como eres
TAL COMO ERES
ENTERA

de Vivian Rabinovich


Procurando hoy...el cacao....
Hay de las veces que el alma procura cadencias,
quiere tañer sus cuerdas,
latir como una oblea entre mejillas ...
y saberse con caderas cadenciosas,
cual las pasas,almendras,avellanas o castañas
que bañadas del cacao y saborizado, de las mentas,
los marrasquinos o las fresas nos procuran embelesar
con todo su embeleso ya que como con codicia
se escode de ella el halito
esquivo ,mezquino con total mezquindad.

de Zulema Solla Perez



sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Vaso Chinês


O Vaso Chinês
Compartir
Tens fotofobia, transpiração e lacrimejas
Tens vertigens, vômitos e choro
Musculatura cerebral involuntária
Pensamento com ânsias de poder

Tua mente coagulou
Atacou o teu sistema
Afetou a tua percepção
Quedastes dependente
Da fêmea ideologia
Também chamada
Símbolo nacional
Tua narcótica fé
de atéia

Oh haxixe insensível
Oh suspiro oprimido
Oh euforia dormideira
Oh apatia cardíaca
Oh crente camuflado

Ela, a papoula alemã
A falsa materialização
A Dádiva dos Deuses
A Negação do prazer
A Guerreira fanática
A Leitosa cápsula
Em porcelana e seda
Ferve as almas
Dialeticamente
Para o chá
Das cinco
Tolas


De Luciana Gaffrée


O meu "vase chinois"

espaços brancos leitosos ou "beiges" sedosos
seres estáticos, nobiliárquicos, capitosos
superfciíes sem perspectiva, etéreas
cenas de cortes, de caçadas, como que aéreas
personagens azuis, dourados, "laque de chine"

porcelanas trazidas por meu pai, na sala de minha mãe
os personagens dos potes despem-se de sua postura vã
e, imperadore, impratriz, príncipe ou princesa
soltam-se e vêm participar do repasto à mesa
já são Bebete; Ricardo; Liginha; Candinho; Liliam

Natal tropical, na Tijuca, calores, festa pagã
danças e brincadeiras, bebedeiras, de divertir-se o afã
no quintal, mangueiras caramboleiras sapotizeiros
misturados às nozes, amêndoas, avelãs; pinheiros

de repente, todas as personagens desaparecem da sala,
seus tesouros restaurados dão-lhe a sua aparência de gala,
retornam, meus: primo, prima, irmão, irmã, tio, tia
aos vasos, à época da dinastia Ming, a sua esxistência vazia.

(Poema: Luiz Fernando Gaffrée Thompson)


De allí no pudiste escapar nunca
porque alguien dijo insistió persuadió
gritó juró corrompió prometió
el alma en el cielo si cumplieras
en el infierno si no obedecieras
Te quedaste allí en el centro del pecado
y decidieron por ti que fueras tonto y adorado
adorado y tonto
para siempre

narcóticamente en fe atontado

y el alguien atrás,
sin dar su sangre ni su alma
ni su fe ni su pecado ni su promesa
ni su cielo ni su infierno
ni glorias de ser eterno
porque en eso, justamente en eso no creyera,
mirándote sonriente.... tonto obnubilado...!

de Vivian Rabinovich



Esa mixtura o contagio
entre lo orgánico y sus humores
y los infartos, coágulos, tumores,
metástasis: ideológicos, de fe atea,
ansias de poder,
apatía,
amuflajes diversos
de prejuicios no confesados...
A cuántos pueden
caernos estos sayos,
en la búsqueda de ser
auténticos,
salirnos de clishés,
cambiar sin que nos cueste tanto,
escuchar otras voces,
movernos de lugar...

"Tolas"
Vocativo final!!
jaja: tontas?!,
a veces somos tan
/tolos/tolas...otras,
nuestro pensamiento,
sentimientos,
fuerza,
entusiasmo,
respeto,
apertura...
puede convidarnos
a otras tazas más
rústicas
o también
de porcelana y seda...
es lo de menos,
y encontrar
la poderosa
fuerza
del diálogo.

de María Vida

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Carótida Enternecida

Minha jugular externa
Dura Máter
Veia trombótica
Magna perfurante
Carrega de novo
Meu sangue leitoso
Eternamente venoso
De volta ao sistema caótico
Meu seio esquerdo
Duplamente originário
Cava convicto
Nas minhas gauches
Dores inferiores
Essas nossas
Prisões das danças
do Ventre

de Luciana Gaffrée





Meu ventre inúti
Não se enternece,
Não engendra,
Não ejacula

Engorda!

Minhas glândulas mamárias
Atrofiadas,
Não alimentam,
Não enrijecem

Engordam!

Meu saco escrotal
Não não tem óvulos
Não tem placenta
Não alimenta

Engorda!

Não tenho trompas de Eustáquio
Não tenho óvulos, nem ovário
Não dou à luz,
Nunca mesntruei!

Gorduras?

Gordura estéril
De minhas formas arredondadas
Da doçura de minh´alma
Da ternura de meus fluidos

Como a gordura, viscozos,



Procriam!

de Luiz Fernando Gaffrée Thompson


"Esta poesía refleja algunas de mis indagaciones o exploraciones mentales asociadas a reconocer la belleza en ciertos mapas del cuerpo, cartografías fisiológicas..."
Julio Pereira


"... Essas nossas
Prisões das danças
do Ventre...",
tan vedadas a nosotros ,
hombres.
Solo apercibidas
a traves de los sentidos,
que se transforman
en sinestesia de amor
en espera.
El misterio de la vida,
de regreso del caos ,
trera consigo la sorpresa
de ese soplo que da vida,
pero que no dejara de ser
misterio a ambos,
por suerte.

de Leopoldo Martinez Risso



Saltimbanqui salta mientras mis senos aplauden
vientre y en él nadando, flotando, moviendo
cambiando, creciendo, arrastrando,
delante un mundo,
pequeño gignatesco
dolores y placeres
vientre jugando al juglar
vientre que muestra y oculta
producto de conjunciones
conjunciones en la luna
conjunciones de cóncavo y convexo
de circunferencia y espiga
durante la Luna
durante la Estrella
Saltimbanqui del Vientre
yaciendo allí otro vientre
eónico......

de Vivian Rabinovich


Minhas glândulas mamárias
Atrofiadas,
Não alimentam,
Não enrijecem
la belleza en ciertos
mapas del cuerpo
cartografías fisiológicas
tan vedadas a nosotros,
hombres
producto de conjunciones
de circunferencia y espiga
se transforman en sinestesia de amor
mis senos aplauden
otro vientre
eónico......

De autores varios



Suspiro profundo
Me doblo
Me inclino
Mis manos enlazan mi vientre
Lo acunan
Lo protegen
Sola dentro de mí
Sola
Sin luces
Sin quirófanos
Sin sala de espera
Me estremezco
Una sonrisa me habita
Placentero y manso dolor
Me he dado a luz

A esterlidad não existe, eu sou a prova.

de Luciana Mendez

terça-feira, 18 de maio de 2010

Eón ______________________________________________ Alma.. Eón...

Inspiro
La Nada, el nadie, el ni, el núcleo

Expiro
El hueco, hondo, huérfano, habeas

Inspiro
Los Cuerpos, cuervos, cuentos, catapultos

Expiro
Las Aristas, Avispas, Arrianas, Arcanas

Tateo el quinao

Sacudo el carcoma

Lamo la corteza

Entraño la enmienda

ohmio
ohm
ión
ón



de Luciana Gaffrée



Exhalo...
Las aristas arañan la suavidad de tu piel

deJulio Pereira



Y si inspirase tan hondo, profundamente la nada
y de mí expirase un todo profundamente abarcable
hasta el límite profundo de la raiz uniforme,
la que une la que forma la que entraña las entrañas
y desde dentro hacia afuera
derramase cuerpos, cuentos, aristas , arcanas....
y si entonces me atreviese a superar la corteza
y entrar entre cada anillo y en cada anillo llamarme
ALMA
ahhh
al
una
única
todas y una...
Alma

de Vivian Rabinovich



Buscando lo esencial...Dónde la esencia?

que la.....
Otro día.....
Pero ispiro...
expiro..
sonoro silencio,
lamo...y
qué es todo?
qué es nada?

Que la...
Materia y espíritu..
al final sólo la tierra
en la Tierra.

de Zulema Solla


Inspiro
Chico, Chicago, chiadeira e charlatanismo

Expiro
Poesia, podres poderes, peidos e pedidos vãos

Inspiro
Ouvidos torturados, carnes trituradas, odores e frustrações

Inspiro
Cocaína, cocô, cor corroída e Cortazar em Paris

Expiro
Fluxos, fluidez, corrimentos nauseabundos em Nanterre

Suspiro
Ao ler Deleuze, Freud e Scherer
Aspiro
A ser uma máquina de desejos e um corpo sem órgãos

de Luiz Fernando Gaffrée Thompson

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Alma Morta

Culpa,
Ajuste tu pollera al sentarse
En el confesionario
Que no vea el cura
A tus piernas mal depiladas

¿A tus hijos los dejasteis solos
En las escaleras de cada iglesia?


... Las madamas exhalan el número 5 ...


¿Por que te tardas tanto?
Son muchos los suicidas
En esa vida de Senhora Aparecida


No hay luz en la alcoba
Ni belleza en la mirada

La puta
Debe callarse
Adormecer

Igual, tus hijos paridos
Protegidos por el Macho Estado
Gritan tu nombre

Gracias a los sexos Masculinos
Te dejan tiempo para confesar
Y con una mirada lánguida
Hasta si quieres puedes incluso
A los sexos manipular
Y si consideras el tamaño
Uses tus uñas
Para castrar

Igual, amiga
La historia siempre
Te culpará...


de Luciana Gaffrée

sexta-feira, 7 de maio de 2010

IV Cruzada de 1212 e suas crianças de 2012

As Cruzadas lançam-se às Palavras
Espalham o bábaro
Barram da terra
Em navios
Se esquecem
A culpa é das águas
Seus corações eram puros
Mas o Mar
Esqueceu de acordar
Conheceram os mercadores
E puras
Foram Vendidas
Hoje as palavras
Cruzadas
Não sabem
Que estão nas ruas
Que nunca lhes dividirá
Do seu muro
Nem as salvará
Da sagrada
Escravidão
Culpa é das Letras
Dos sábios
Das Grandes-Que-lucram
Rumo ao Deserto
Atraídos pela Miragem
das Novas
Rotas
Comerciais

de Luciana Gaffrée





IVe Croisée de 1012 et ses enfants de 2012

Les Croisés se lancent aux mots
Sèment le barbare
Barricadent avec de la boue
Dans les bâteaux
Oublient que
Le tort est á l´eau
Leur coeur était pur
Mais la Mer
A oublié de se réveiller
Elle a connu les marchands
Et pure
Elle a été vendue
Aujourd´hui: des Mots
Croisés!
Qui ne savent pas
Qu´ils sont dans les rues
Et que leur mur
Ne les sauvera pas non plus
D´esclavage
Sacré
Le tort est aux lettres
Des savants
Des Grands-Qui-Se-Font-Du-Profit
En chemin vers le Désert
Attiré par le Mirage
De nouvelles
Routes Commerciales

(Versão: Luiz Fernando Gaffrée Thompson)